Pílula 2

QUANDO UMA CRIANÇA BRINCA...

Quando uma criança brinca, qualquer que seja a idade dela, ela pode se aproximar de estados emocionais diversos apoiando-se na própria brincadeira. Pode experimentar medo, alegria, tristeza, raiva, e, mesmo assim ainda seguir brincando. Quero dizer que pode exercer-se na brincadeira e que entender as maneiras de COMO brincar de modo mais/menos agradável vai ajudá-la a acompanhar os desafios de COMO viver os conflitos e conquistas da vida, sejam acontecimentos do universo adulto sejam experiências do mundo infantil. Essa verdade, a de que a criança pode processar sua tristezas e medos durante as brincadeiras, pode ser muito estranha para um adulto que acredita que brincar é só alegria, que ficar quieto é só tristeza.

Por exemplo, uma criança que brinca um tempo em silêncio não está propriamente em silêncio. O silêncio pode estar preenchido pelo envolvimento da criança com seus personagens, com as ações dos seus personagens, com o próprio corpo em ação dando movimento e sentido para os personagens em ação.

Nesse momento, se um adulto ficar um tempo atento ao jogo do silêncio, pode participar da “conversa”. É uma conversa baseada na percepção dos corpos, uma aproximação de partes dos corpos sem o uso das palavras, a presença de corpos que não interrompem as ações e não dirigem os acontecimentos. O adulto, entrando no silêncio, pode fazer uma conexão profunda com a criança e brincar com ela. Brincar de outro jeito, e, em algum momento, brincar do jeito conhecido. O que acontece no instante em que a “conversa” se revela para ambos, criança e adulto? A criança pode se fortalecer frente ao adulto que reconhece a força das experiências vividas. Vale uma reflexão!
Denise De Castro

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